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Ao visitar a exposição do Bel Borba no Palacete das Artes – no Rodin Bahia, na Graça; fiquei espantado ao ver a criação de suas imensas esculturas; quem tiver a oportunidade de visita-la, terá a chance e o prazer de fazer a (re)leitura, dentre tantas outras já feitas, das obras desse extravagante e laborioso artista baiano muito querido de todos nós, que se destaca pelo espírito audacioso, desafiador e mágico que perfaz uma multiplicidade de ações, impressões, percepções e reflexos em seus trabalhos, que é o que nós, espectadores, esperamos ver em cada contemplação artística.
“Se podes olhar, vê. Se pode ver, repara.” Esta citação do livro dos conselhos, logo me ocorreu, quando contemplei a arte de Bel no Rodin, eu vi grandes e pesados fragmentos da ultrapassada fonte nova, apocalipticamente lapidadas em belíssimas esculturas enriquecidas de significados, contudo, como o próprio Bel disse: “São fragmentos que remetem à nossa história. É uma matéria esponjosa, tem memória. E há um lado saudosista, melancólico, do que já passou”. Ele como um talentoso e sensível artista de seu tempo, um conatural observador, nos desinquieta a ir além de uma contemplação morna, e nesta recente manifestação de mais um trabalho, faz implodir, abalar, ecoar um estrondo para além do geométrico, material e palpável, produzindo uma catarse de toda espécie de sentimento, permitindo não simplesmente ver, mas também reparar que tudo se transforma o tempo todo.

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