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About Bel borba aqui

Desde muito jovem, eu tinha convicção de que eu seria um artista plástico, numa época onde aqui na Bahia ainda não se referia a arte ou esporte como trabalho, em Salvador já se lutava para formatar como perfil de profissionais em todas as áreas. Naquele tempo os pré-requisitos para ser um artista plástico, era você ter vocação para o desenho ou a pintura mesmo que no mundo a fora, pós quarenta e cinqüenta os multimeios já estivessem detonando. Fiz a minha primeira exposição individual na Galeria Cañizares da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, em 1975, aos dezoito anos, com pinturas em spray e assemblagem com sucata de motores. Um sugerindo questões existenciais, o outro, uma suposta critica da sociedade de consumo. A sustentabilidade da profissão de artista sempre foi um desafio para mim e acredito que para todo artista. Em paralelo aos meus ensaios na pintura e no desenho sobre papel, no início da minha carreira experimentei as mais diversas técnicas explorando uma a uma buscando um aprendizado espontâneo e livre. Nesse caminho aconteceram retoques de fotografia que me aproximou do realismo fotográfico em preto e branco e das artes gráficas, cursos de litogravura, gravura em metal e xilogravura e serigrafia, ilustrações (capas de discos, livros e etc.), cenários para teatro e desenho animado, depois surgiram as intervenções urbanas com pintura, mosaicos e azulejos pintados com tinta de porcelana até as esculturas nas ruas de hoje em dia. Entrei em Belas Artes (1978), tendo contato com artistas da minha geração, o que me proporcionou a oportunidade de conversas e descorçoes sobre artes plásticas que foi muito importante para mim, numa época onde tudo era uma grande novidade. Filho de advogados comecei a cursar Direito na Católica (1976), parecia ser uma solução para as prováveis dificuldades para a vida de um artista, mas acabei abandonando. Fiz parte do grupo chamado "Geração setenta", o curador era Reynivaldo Brito e foi do Museu de Arte da Bahia. Sempre questionei essa referência "setenta" pois estávamos acontecendo em oitenta, mas é que tinha acontecido no Rio uma exposição que chamava-se ...Geração Oitenta. O primeiro mosaico que fiz a dose anos atrás, na Chapada do Rio Vermelho e teve uma grande repercução na cidade e no país com mídia nacional e internacional. Acredito que a grande repercução dos meus murais em mosaico não foram apenas pela originalidade da iniciativa e técnica (grafismos em mosaicos). Mas a somatória de diversas ações e uma produção voltada para uma cidade me aproximando estreitamente do cidadão comum que acabou me nutrindo de volta, uma coisa estimulando a outra, tornando a mim e minha cidade indissociáveis do nosso tempo. Hoje a minha produção se divide entre a escultura, a pintura e os murais, sem nunca me afastar do papel ou gravuras. Tenho uma vida dedicada a minha carreira e trabalho deixando-os sempre que possível a serviço de causas ou questões que me arrebatem. Acho que o artista chega a uma altura em que ele vive, respira e é arte. Todo mundo é "artista", todo mundo tem sua arte, todo mundo se diz artista, mas só a arte feita pelos verdadeiros artistas é arte. Quando fazia desenho fiz parte da Mostra do Desenho Brasileiro no Paraná em 80. No final dos anos 70 fui premiado nos salões nacionais universitários de artes plásticas 76,77,78,79, e 80. Fiz parte de Exposição Geração Setenta. Comecei as intervenções urbanas a partir de meados de 70. Pintei mural no muro de Berlin pela liberdade de ir e vir em meados de 80. Pintei mural contra apartheid na segunda avenida em 1987. Entre quarta e quinta. Fiz diversas exposições coletivas e individuais, dentre elas, homenagem a Pierre Verger no Centro Cultural Correios Salvador e Rio de Janeiro, Por favor, não Matem Raul Seixas no Museu de Arte Moderna e no Museu da Água em Lisboa. Fiz duas exposições na Galeria Paulo Darze. Comecei instalações e esculturas a partir de 1986, sem jamais me distanciar da pintura. Montei uma coleção de murais de mosaico por toda salvador fazendo um trabalho de aproximação da minha arte com o grande publico das ruas, 2005. Tenho obra em coleções particulares e acervo de museus. Fiz o Gradil da Casa Branca o mais antigo terreiro de candomblé do Brasil um sitio histórico tombado, 100 metros quadrados 20 tons. de aço, ladeado for fonte criada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Durante anos realizei trabalhos sociais com minorias e segmentos desfavorecidos (instituto dos cego, Pestalozzi, escolas publicas e particulares com palestras sobre arte, conscientização de cidadania e consciência ecológica com crianças a partir de 5 anos. Nos últimos 16 anos tenho feito pinturas, murais e esculturas para os mais importantes arquitetos da Bahia. Fiz exposições em São Paulo, Rio de Janeiro, várias cidades do nordeste, Suíça, França, Italía e Estados Unidos.
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